sábado, 26 de julho de 2014

O que Arya Stark de Game of Thrones tem a nos ensinar?


*Atenção esse post contém spoilers. 


O genial e sangrento mundo criado nas Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, e adaptado para a série de TV Game Of Thrones, pode nos trazer uma perspectiva muito além de fantasia e conflitos humanos pelo poder e ganância. Que tal analisar um pouco Arya Stark? A personagem amada por grande parte dos fãs da trama tem muito a ensinar.


Arya Stark

Arya se inicia na história com nove anos, com personalidade forte e sem jeito para as ocupações clássicas de menina. Interessada, na verdade, pela espada, faz desse universo masculino seu sonho de criança. Junto com os meninos, participando de “brincadeiras de menino”, ela tem amizades sinceras e é dedicada a elas.

Após uma série de tragédias ocorrida com sua família, essa realidade logo mudou de forma e a história nos mostra uma Arya focada em um objetivo muito bem definido.
Noite após noite repete uma lista e o nome de todos que precisam morrer são mencionados, nenhum deles pode ficar de fora e a garota só se permite adormecer após esse seu ritual. Se você não conhece a história, não se assuste com essa descrição, tenho certeza que você tirará muitas lições daqui.

Arya tem objetivo, disciplina, organização e foco!

Antes de dormir, ainda que com frio e fome, Arya se ajeita e se concentra, não se permite desviar do foco, não dá brecha para a sua memória esquecer o que se propôs a fazer.

Na adversidade, é organizada: repetir sua lista todas as noites é a forma encontrada por ela para se empenhar cada dia mais no seu objetivo e não correr riscos de esquecê-lo. Arya repete nome por nome e visualiza os rostos, lembra o que eles fizeram e porque precisam ser mortos.
Ela luta com inimigos exteriores fisicamente muito mais fortes do que ela, porém ainda tem força interior, que exercita todos os dias e dia após dia.

Arya valoriza as amizades e não o status

Mesmo sendo de uma família nobre Arya nunca hesitou de fazer amizade com os mais simples. Ela claramente tem interesse nas pessoas, pouco se importa com status. Jofrey, que mais tarde se tornaria rei foi desafiado por ela, tudo isso para defender seu querido amigo, filho do açougueiro.
Arya tem uma enorme empatia, coleciona amizades verdadeiras por onde passa e isso faz com que ela possua muitos aliados.

Arya se fortalece no amor de sua família

Um furacão passou pela família da garota destruindo todo o núcleo que um dia foi firme e feliz, mas nem por isso desiste ou se desmotiva. Ela se foca no amor que era farto em seu lar, em Winterfell, como a atenção de seu pai Ned Stark e o carinho de seu irmão Jon Snow. Um grande motivo torna Jon Snow ainda mais especial para Arya: ele apresentou-lhe a espada, que foi denominada por ela de Agulha.

A pequena tem o objetivo de voltar a estar próxima de quem ela ama e fez de sua espada uma ferramenta que lhe fortalece e aumenta as chances de vencer. Agulha é especial, foi presente de seu irmão bastardo, a quem ela tinha uma grande ligação. Arya se fortalece nos laços de sua família e não se distancia de seus princípios mesmo estando longe; ela não desiste em meio à tragédia.

Arya sabe aproveitar as oportunidades

Arya sabe aproveitar os presentes e oportunidades que tem, soube cativar seu pai Ned Stark, que lhe permitiu aprender a arte da espada. Ned contratou o habilidoso espadachim Syrio Forel para treiná-la, oportunidade que ela abraçou, passando boa parte de seu tempo exercitando suas lições de esgrima e equilíbrio. Ela utilizou sua vontade e o amor que lhe rodeava e fez disso força para aprender a lutar.

A garota é disciplinada, exercitando suas habilidades e as aprimorando, é paciente e mantém o seu centro de controle, vivendo um dia após o outro. Mesmo quando estava viajando com “Cão de Caça”, ela não perde oportunidade de aprender com ele. Arya percebe que todas as situações podem lhe render aprendizado, até seus inimigos;

Arya deve nos influenciar

Arya é estrategista, astuta, receptiva, paciente e coleciona valores além dos que foram brevemente descritos acima. Para não tornar o texto muito longo, encerro essa humilde análise com um grande desejo de fazer outras, aqui no Sábias Palavras.

Os nossos inimigos podem não ser homens sanguinários como o Rei Jofrey e nossas oportunidades não serem lições de espada como ocorre com Arya. Mas a dedicação, comprometimento com os objetivos, organização e persistência devem ser imitados. Talvez não seja uma má ideia repetir todos os dias antes de dormir a nossa lista de desafios a serem vencidos.

Que tal fazer agora mesmo a sua própria "listinha da morte"?

Calebe Ribeiro
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sábado, 14 de setembro de 2013

O Céu do amor


Qual poderia ser a maneira mais correta de unir as pessoas? Não só uni-las aqui, mas levá-las ao céu. Não aqueles céus feitos por fumaça cheirosa, luzes coloridas e sorrisos esbranquiçados. Ou talvez, os céus de velocidade, rodas de liga e música alta. Eles são apenas isso, levam daqui pra ali, afagam corações, porém a música acaba junto com a bateria. A gente caminha chega em outros lugares, mas permanece exatamente ali onde sempre esteve.

Cada vez mais a gente se convence de que não tem jeito, mas nossa busca por soluções é apenas isso. A gente entra naquele veículo, liga o som e vai ao encontro do céu. Mas o céu raramente é amor. A gente passa por aglomerados, mas quais realmente são aglomerados de amor? Vidas se aglomeram atrás de felicidade, poucas aglomeram por amor, pelo amor... para produzir amor.

A gente consegue olhar para as preces, para os joelhos calejados, para as campanhas da família... mas não consegue olhar para o céu do amor. A gente não consegue olhar para um céu que é feito de perdão, respeito, é feito de carinho. Um céu que é feito por atitudes. Um céu que é feito por multidões de pessoas, e se pessoas, diferentes por definição.

O céu do amor só existe quando a gente ama e nem sempre quando a gente é amado, o azul do céu, com a claridão do sol fazendo sombra nas montanhas existe escondido lá dentro da gente. O céu dos aglomerados as vezes é preconceito. Preconceito não é vida, não é Deus, é morte.

E as soluções são caminhos que passam pelo amor e não acenam. Existem aglomerados que falam sobre amor, mas amor de verdade é aquele que pode ir e voltar. Se eu vejo um garotinho amando um cachorrinho, eu vejo que ali existe amor de verdade. Mas se o amor que eu olho é ao dinheiro, ao meu status, ao meu iPhone então ele não é amor.

O céu do amor não é aquele que está escrito, não é documento, não é uma cerimônia. O céu do amor é amizade. Quem quer solução, queira produzir amor. Ninguém precisa procurar o amor, apenas precisa o produzir e quem produz amor, encontra o amor em todas as coisas.

Quem encontra o amor, encontra Deus.

Calebe Ribeiro.



terça-feira, 19 de março de 2013

O Maior Milagre: Salvação de Almas


“Enquanto isso, o glorioso poder do Espírito ocupava-lhes todo o pensamento. Naquela semana, noite após noite, as pessoas presenciaram milagres tão impressionantes quanto andar sobre o mar ou multiplicar pães e peixes. Afinal, que outro milagre é maior que a regeneração de seres humanos? Pessoas rudes, abrutalhadas e entregues ao alcoolismo eram transformadas em alegres seguidores de Cristo, praticantes da oração”.
Trecho do livro “Em seus passos o que faria Jesus?”  Charles M. Sheldon Capítulo 11 Página 114 


Todo sofrimento que as pessoas enfrentam, muitas tristezas e lutas criam em nós o que podemos chamar de súplica: queremos milagres. Queremos Deus mudando situações, retirando a dor, curando as doenças.

Somos simplórios, sentimentais... somos desatentos. Todo milagre que Jesus fez e faz nada mais foi e é ferramenta de levar o seu amor e através dele salvar almas. A cura da alma sim é o milagre nossos corações devem ansiar.

Que nosso coração arda pelo milagre da salvação.

Calebe Ribeiro.



sábado, 8 de setembro de 2012

O que já sabemos


Ouvimos tanto nos últimos dias sobre como devemos ser a adoração. Já entendemos que nosso corpo deve representar o mais puro meio de louvor. Já ficou claro que erguer o tom da voz em cânticos ou reclinar a cabeça para reconhecer, são apenas alguns setores do que Deus entende de vida.

 Compreendemos que nosso andar, vestir, trabalhar são outros setores que podem nos tirar a atenção de Deus, mas viver sob os pilares dEle em todos estes é reconhecer que Ele é quem nos direciona.

 De muitas maneiras e de todos os lados recebemos bons ensinamentos, e mesmo sabendo muito, deixamos as coisas de lado. Às vezes a mensagem do culto de domingo é sobre o Cego de Jericó ou a conversão de Zaqueu. Mesmo que no nosso íntimo lembramos que conhecemos a história do inicio ao fim é o que se tem, é o que se precisa, é o que deve-se lembrar.

 Andei pensando, como não gostamos de que ensinem o que já sabemos. Ao ouvir uma piada ou fato que aconteceu, prontamente queremos avisar que já sabemos, que não interessa. Raramente valorizamos a personalidade do orador, a visão e o que ele viu que nós deixamos de lado.

 Porque dizemos que o se humano é egoísta? Porque dizemos que precisamos de humildade? Qual é o objetivo de ter caráter e respeitar o próximo com amor?

 Sub-aproveitamos as bênçãos de Deus porque não temos paciência para esperar o refrão da música. O amadurecimento, o crescimento, a aquisição de saber e de virtudes depende disso, depende do que “já sabemos”.

 O poço de sabedoria é infinito, quem o limita somos nós.

Fiquem com Deus.
Calebe Ribeiro