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Descubra por que assistir a série Game of Thrones não é o suficiente

terça-feira, 19 de agosto de 2014

*Alguns spoilers da primeira temporada e do primeiro livro


Em primeiro lugar, Game of Thrones é uma das melhores séries feitas nos últimos tempos. Com certeza é uma das minhas preferidas, tanto pelo enredo quanto todos os elementos- fantasiosos ou não- que ela possui. Porém estou certo em afirmar que apenas assistir o seriado é o equivalente a uma pequena amostra do que você encontraria nos livros que compõe "As Crônicas de Gelo e Fogo".

Por regra, praticamente sem exceções, os livros são melhores que os filmes e seriados. É senso comum de que seria quase impossível fazer uma obra equivalente. O trabalho de externar toda a imaginação e sentimentos do autor de um livro é uma missão quase impossível.

Existem superproduções excelentíssimas como encontramos na trilogia de "O Senhor dos Anéis", que conseguem transferir de maneira razoável o mundo da literatura para as telas. Livro ou filme, sempre haverão limitações naturais de cada mundo distinto por natureza, ou seja, livro tem uma gama de recursos literários os filmes/seriados recursos cinematográficos, se pode assim dizer.

Game Of Thrones, como seriado de TV é magnifico, mas o volume de história que encontramos nos livros realmente não tem comparação.

George RR Martin, ao ser questionado sobre a velocidade com a qual o seriado avança na história, que fez com que os roteiristas do seriado Game of Thrones praticamente alcançassem os livros rebateu da seguinte maneira: "Eles, definitivamente, me alcançaram. Eles escrevem roteiros de 60 páginas e eu escrevo livros de 1.300 páginas. Não existe dúvida de que a série avança muito rapidamente. Mas, o fato de eu me preocupar ou não, não faz diferença. Tudo o que eu posso fazer é escrever uma palavra de cada vez, uma frase de cada vez, um livro depois de outro”.

Eu há cerca de uma semana iniciei a leitura do primeiro livro "A Guerra dos Tronos". Está sendo uma experiência maravilhosa saborear cada palavra escrita nessa obra. E, como acompanho também o seriado, ficou muito fácil fazer comparações. O que me motivou a escrever esse texto foi um capítulo todo, que foi dedicado ao Bran Stark.

Existem certos pontos de um livro, onde você se encontra literalmente dentro do personagem. Um desses momentos é quando Martin explica a visão de Bran Stark, suas sensações, os seus sonhos enquanto permanecia desacordado após a queda das muralhas do castelo. Essa abordagem talvez tenha alguma diferença da maneira com a qual o seriado mostra os sonhos de Bran.

O que eu quero chamar a atenção é que as diferenças de roteiro, e na trama em si para mim não são as partes que mais fazem falta quando se assiste a série. Para mim os sentimentos intrínsecos dos personagens, onde só uma narrativa poderia descrever em detalhes é que fazem falta. Prefiro não dar detalhes, inclusive para motivar quem não leu os livros.

Não ler os livros é perder uma parte muito importante da história de Martin. Para quem é fã do seriado recomendo muito que se leia, ainda que os primeiros capítulos do primeiro livro. Provavelmente a leitura não ficará só nos primeiros capítulos, vale muito a pena. Capitar a alma em profundidade de cada personagem só será possível lendo os livros.

Nos livros, a cada capítulo você se verá dentro de alma de alguém: ora Jon Snow, ora Sansa, Ned Stark, Arya, Tyrion Lannister, enfim, assistir a série Game of Thrones não é o suficiente!

Calebe Ribeiro

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As 4 principais vantagens dos e-readers

domingo, 17 de agosto de 2014

Ter o hábito de ler é de extrema importância, pois além de multiplicar nosso conhecimento, traz entretenimento, nos transporta para novas épocas e novos mundos. Além do mais, ter uma coleção de livros numa estante é, inclusive, apaixonante. Para isso precisamos ter um local adequado, bastante espaço disponível e uma série de cuidados especiais. Pena que isso custa caro! Que tal darmos uma olhada nas vantagens do leitor de livros digitais? Esse gadget, conhecido também por e-reader, pode ser a solução.

Economia

Além do dinheiro gasto nos livros comuns, também precisamos investir algum recurso para armazená-los e não danificá-los. Livros precisam de cuidados e é importante ter um local seguro e protegido para eles.

Embora você tenha que desembolsar algum valor para comprar o seu e-reader, isso logo poderá ser recuperado, afinal, os e-books costumam ter preço mais baixo do que os livros comuns, além de que existem muitos destes disponíveis gratuitamente para leitura.


Disponibilidade

Viu um livro na internet e se interessou? Se for um livro comum, ou você terá que deslocar-se a uma livraria ou terá que encomendar e aguardar. No caso dos livros digitais isso não ocorrerá. Viu um livro digital e interessou? É só comprar e sair lendo. Confortável, não é?


Recursos adicionais

Muitos leitores digitais contam com grandes recursos impossíveis em livros comuns. É possível, por exemplo, ter um dicionário no próprio dispositivo, inclusive de outras línguas.

Outro recurso bastante útil é a opção de marcadores, ou seja, pode não ser necessário se preocupar até onde você leu, pois é possível retornar exatamente onde você parou, sem dificuldade.

Alguns dispositivos permitem alterar a formatação e até a fonte do livro. É possível sublinhar partes importantes, o que é uma "mão na roda". Alguns mais robustos, tocam música e até possuem navegador de internet!

Até mesmo os leitores mais simples permitem o armazenamento de centenas ou milhares de livros, além do mais, a autonomia de bateria desses dispositivos costuma ser alta - semanas ou até meses.

A tecnologia de tela utilizada também é equivalente a experiência de um livro comum, permite a leitura em praticamente qualquer tipo de luz ambiente e não causa cansaço visual.


Espaço e Portabilidade

Essa é uma das mais óbvias vantagens desses dispositivos. Eu, particularmente, acho linda uma estante forrada de livros ou passar horas em uma biblioteca particular. O problema é que nem sempre temos espaço disponível, e, nisso os leitores digitais são os nossos maiores aliados.

Vai fazer uma viagem e quer levar uns 10 livros? Se você não tem um leitor digital, dificilmente conseguirá. Com um em mãos, basta baixar os livros que quiser, jogar na mochila e pronto!

Muitas vezes você pode deixar o notebook e os livros em casa e ir para faculdade apenas com o seu e-reader.


Cheiro de livro novo é tão bom quanto olhá-los organizados na estante, mas se isso não está sendo viável, que tal um Kindle, Kobo, iRiver ou qualquer outro leitor? Caso julgue que alguma outra vantagem deva ser mencionada, deixe seus comentários.

Calebe Ribeiro
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Stephen King: 22 conselhos para escritores

sábado, 16 de agosto de 2014



O site Business Insider publicou um trecho do livro de Stephen King "On Writing", onde ele oferece grandes conselhos para quem deseja escrever melhor. Um bom escritor é aquele que sabe contar histórias, e nesse assunto, King passeia dos contos de horror, ficção e vai até a cinema e roteiros de seriados como Arquivo X.


Confira:

1. Pare de assistir televisão. Ao invés disso, leia o quanto for possível

Se você está apenas começando como escritor, sua televisão deve ser a primeira a ir embora. “É venenosa para a criatividade”, afirma o autor. “Escritores precisam olhar para si próprios e se virar para a vida da imaginação”.

Para tanto, devem ler o quanto podem. King leva um livro consigo a qualquer lugar, e até lê durante as refeições. “Se você quer ser escritor, deve fazer duas coisas acima de todas as outras: ler muito e escrever muito”, diz. “Leia amplamente e trabalhe continuamente para refinar e redefinir seu próprio trabalho”.



2. Prepare-se para mais falhas e críticas do que imagina saber lidar

King compara escrever ficção com cruzar o Oceano Atlântico numa banheira, porque em ambos “há muita oportunidade para dúvidas sobre si. Não apenas você vai duvidar de si, mas outras pessoas também. Se você escreve (ou pinta ou dança ou esculpe ou canta, suponho), alguém vai tentar te fazer se sentir mau sobre isso, é tudo”.

“Constantemente, você tem de continuar escrevendo mesmo quando não se sente bem com isso. Parar um trabalho apenas por ser difícil, emocionalmente ou imaginativamente, é uma má ideia”, ele conta. E quando você falha, King sugere se manter positivo. “O otimismo é uma resposta legítima e perfeita à falha”.


3.Não desperdice tempo tentando agradar pessoas

De acordo com King, rudeza deve ser a menor das suas preocupações. “Se você pretende escrever tão verdadeiramente quanto pode, seus dias de uma sociedade polida estão contados de qualquer modo”. Ele costumava ter vergonha do que escreveu, especialmente após receber cartas raivosas o acusando de ser fanático, homofóbico, assassino e psicopata.

Por seus 40 anos, ele percebeu que todo escritor decente foi acusado de ser um desperdício de talento. King definitivamente se ajeitou com isso. Ele conta: “Se você desaprova, só posso encolher meus ombros. É o que tenho. Você não pode agradar todos os seus leitores o tempo todo”. Então, King aconselha que pare de se preocupar.


4. Escreva primeiramente para si mesmo

Você deve escrever porque isso te traz prazer. “Eu fiz pelo puro prazer. Se você pode escrever por prazer, pode fazer isso para sempre”, afirma ele.

O escritor Kurt Vonnegut ofereceu um conselho parecido: “Encontre um assunto com o qual você se importe e sinta em seu coração que outros deveriam se importar. É esse cuidado genuíno, não são seus jogos de linguagem que serão o elemento mais sedutor de seu estilo”.


5. Enfrente coisas que são mais difíceis de escrever

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer”, diz King. “São delas que você se envergonha porque as palavras diminuem seus sentimentos.” Muitos grandes trabalhos escritos vieram após horas de pensamento. Na cabeça de King. “A escrita é um pensamento refinado”.

Ao enfrentar tarefas difíceis, tenha certeza de que está cavando fundo. “Histórias são coisas encontradas, como fósseis no solo… são relíquias, parte de um mundo pré-existente não descoberto”. Escritores devem ser como arqueologistas, escavando o quanto puderem encontrar para uma história.


6. Quando estiver escrevendo, se desconecte do resto do mundo

“A escrita deve ser uma atividade totalmente íntima. Ponha sua mesa no canto do quarto e elimine todas as distrações possíveis – de telefones a janelas abertas.”

Mantenha total privacidade entre você e seu trabalho. Escrever o primeiro rascunho “completamente cru, que me sinto livre para fazer com a porta fechada”. É a história despida, apenas de meias e cuecas.


7. Não seja pretensioso

“Uma das piores coisas que você pode fazer para a sua escrita é enfeitar o vocabulário, procurar por palavras longas apenas por um pouco de vergonha das suas curtas”, afirma King. Ele compara esse engano a vestir um animal de estimação em roupas de entardecer – tanto o animal quanto o dono ficam envergonhados, porque é completamente excessivo.

Como David Ogilvy, grande ícone no mundo dos negócios, disse em uma carta a seus empregados: “Nunca usem jargões como recontextualizar, desmassificar, atitudinal, julgamental. São marcas de um imbecil pretensioso. Além disso, não use símbolos exceto quando necessário. O simbolismo existe para adornar e enriquecer, não para criar um senso artificial de profundidade” diz Stephen.


8. Evite advérbios e parágrafos longos

Como Stephen King enfatiza diversas vezes em seu livro, “o advérbio não é seu amigo”. “A estrada para o inferno está pavimentada com advérbios”, ele crê e os compara a dentes-de-leão que arruínam seu gramado. Os advérbios são piores depois de “ele disse”, “ela disse” – essas frases ficam melhores sem adornos.

Você também deve prestar atenção em seus parágrafos, para que fluam com as voltas e com o ritmo de sua história. “Parágrafos são quase sempre tão importantes como parecem, quanto pelo que dizem”.


9. Não seja apegado demais a gramática

De acordo com King, escrita é primeiro sobre sedução e não sobre precisão.

“A linguagem nem sempre precisa usar gravata e sapatos de laço. O objeto da ficção não é a certeza gramatical, mas sim fazer o leitor se sentir bem-vindo e o contar uma história. Você deve se esforçar em fazer a pessoa se esquecer de que está lendo uma. ”


10. Aprenda a arte da descrição

“A descrição começa na imaginação de quem escreve, mas deve terminar na de quem lê”. A parte importante não é escrever o suficiente, mas limitar o quanto será dito. Visualize a experiência que você quer proporcionar a quem lê, e então traduza o que vê em mente em palavras na página. Você precisa descrever coisas “de maneira a fazer o leitor sentir formigamentos”.

A chave para uma boa descrição é a clareza, tanto na observação quanto na escrita. Use imagens limpas e vocabulário simples para não cansar quem lê. “Em muitos casos, quando a pessoa põe a história de lado é porque ficou chata, e essa chatice veio porque o escritor se encantou com seus poderes descritivos e perde a vista de sua prioridade, que é manter a bola rolando”.


11. Não dê muitas informações de pano de fundo

“Você precisar se lembrar de que há uma diferença entre palestrar sobre o que sabe e usar seu conhecimento para enriquecer a história. Esta é ótima, aquela não”. Certifique-se de incluir detalhes apenas para mover a história adiante e persuadir a pessoa a continuar lendo.

Caso precise pesquisar, faça com que não encubra a história. A pesquisa deve se incluir nela “tão longe como um pano de fundo ou entrelinhas que você precisar”. Você pode se sentir envolvido pelo que aprende, mas os leitores vão se importar muito mais com suas personagens e enredo.


12. Conte histórias sobre o que as pessoas realmente fazem

“A má escrita é um problema de sintaxe e observação culposa. Geralmente, vem de uma recusa teimosa em contar histórias sobre o que as pessoas realmente fazem – encarar o fato, digamos, que as vezes um assassino ajuda uma senhora a atravessar a rua”. As pessoas nas suas histórias são os aspectos com os quais seu leitores mais irão se importar, e você deve se certificar de toda a dimensão das suas personagens.


13. Arrisque-se, não há jogo seguro

Primeiro e mais importante: pare de usar a voz passiva. É o maior indicador de medo. “Estou convencido de que o medo é a raiz de muitas más escritas”, diz Stephen King. Escritores devem jogar os ombros para trás, esticar as canelas e pôr a escrita a serviço.

“Tente qualquer coisa que goste, não importa quanto entediantemente normal ou ultrajante. Se funciona, ótimo. Se não, jogue fora.”


14. Entenda que você não precisa de drogas para ser um bom escritor

“Afirmar que esforço criativo e substâncias de alteração mental estão entrelaçados é um dos grandes mitos pop-intelectuais do nosso tempo”. Aos olhos de King, escritores usuários de drogas são apenas usuários. “Alegar que drogas e álcool são necessários para aflorar uma sensibilidade refinada é apenas um self-service de besteira”.


15. Não tente roubar a voz de outra pessoa

“Você não pode mirar um livro como um míssil”, afirma Stephen King. Quando você tenta imitar o estilo de outro escritor por qualquer motivo, você não produz nada além de imitações pálidas. Afinal, você nunca deve tentar reproduzir a maneira que alguém se sente e experimenta algo, principalmente sem prestar atenção a uma profunda análise de vocabulário e enredo.


16. Entenda que a escrita é uma forma de telepatia

“Todas as artes dependem de telepatia em algum grau, mas acredito que a escritá é pura destilação”, diz King. Um elemento importante da escrita é a transferência. Seu trabalho não é escrever palavras na página, e sim transferir ideias dentro da sua mente nas cabeças dos leitores.

“Palavras são apenas a mídia pela qual a transferência acontece”. Em seu conselho de escrita, Kurt Vonnegut também recomenda que escritores “usem o tempo de um total estranho de maneira que a pessoa não sinta ter desperdiçado tempo”.


17. Leva sua escrita a sério

“Você pode se aproximar do ato de escrever com nervosismo, empolgação, esperança ou desespero”, afirma King. “Faça isso de alguma maneira, mas de leve”. Se você não quer levar sua escrita a sério, ele sugere que você feche o livro e faça outra coisa.

Como a escritora Susan Sontag disse: “A história deve atingir um nervo – em mim. Meu coração deve parar de bater quando ouço a primeira linha em minha cabeça. Eu começo a tremer nesse risco”.


18. Escreva a cada dia

“Assim que começo um projeto, eu não paro e não desacelero a menos que eu absolutamente precise”, conta Stephen. “Se eu não escrevo todo dia a personagem começa a mofar em minha mente… começo a perder meu controle sobre o enredo e o ritmo”.

Se você falha em escrever diariamente a empolgação com a ideia pode começar a sumir. Quando o trabalho começa a parecer um trabalho, King descreve esse momento como “o beijo da morte”. O conselho dele é escrever uma palavra de cada vez.


19. Termine seu primeiro rascunho em três meses

King gosta de escrever 10 páginas por dia. Em um prazo de três meses, isso soma em torno de 180.000 palavras. “O primeiro rascunho de um livro – mesmo dos longos – não deve demorar mais de três meses, o tempo de uma estação”. Se você passa tempo demais em uma peça, King acredita que a história começa a ter uma sensação estrangeira.


20. Quando terminar de escrever, dê um longo passo para trás


King sugere seis semanas de “tempo de recuperação” após terminar a escrita. Assim, você pode ter a mente limpa para perceber quaisquer buracos no enredo ou no desenvolvimento da personagem. Ele afirma que a percepção original de uma personagem pelo autor pode ser tão faltosa quanto a do leitor.

Ele compara a escrita e a revisão com a natureza. “Quando você têm de escreve um livro, investe dia após dia escaneando e identificando as árvores. Quando termina, tem de dar um passo para trás e olhar a floresta”. Quando você encontra seus enganos, ele diz que “você está proibido de se sentir depressivo sobre eles ou de se bater. Confusões acontecem aos melhores de nós”.


21. Tenha coragem de cortar

Durante a revisão, escritores constantemente tem a dificuldade de abandonar palavras que eles escreveram por tanto tempo. Mas, como King aconselha, “mate suas queridas, mesmo quando isso quebra seu pequeno coração de escriba egocêntrico, mate suas queridas palavras”.

Apesar da revisão ser uma das partes mais difíceis da escrita, você precisa abandonar as partes chatas para avançar na história. Em seus conselhos sobre escrita, Kurt Vonnegt diz: “Se uma sentença, não importa quão excelente ela seja, não ilumina o assunto de maneira nova e útil, corte-a.”


22. Permaneça casado, seja saudável, tenha uma boa vida

King atribui seu sucesso a duas coisas: sua saúde física e seu casamento. “A combinação de um corpo saudável e um relacionamento estável com uma mulher auto-confiante que nada toma de mim ou de outra pessoa possibilitou a continuidade da minha vida profissional”, ele conta.

É importante ter um bom equilíbrio em sua vida para que a escrita não consuma tudo dela. Nos 11 “mandamentos da escrita” do pintor e autor Henry Miller, ele aconselha: “se mantenha humano! Veja pessoas, vá a lugares, beba se sentir-se bem para isso”.

Obs: essa excelente tradução foi feita pelo site homoliteratus
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Frio é psicológico sim!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014


Que frio por essas bandas de Minas! Que meus amigos do sul não se sintam atingidos, sei que a severidade do frio daí com certeza não se compara a de Itajubá. Mas o pessoal de São Joaquim (SC) que, por vezes, tem a oportunidade de ver, pegar e brincar com a neve, pode se sentir privilegiado, pois apesar do frio doer, também permite a diversão.

Esse frio que fez do meio dia de ontem parecer seis da manhã, também aquece e reúne. Frio também liga! E nesses dias vivo a saudade de minha esposa que, em solo baiano, vive um “frio de mentirinha”, tal como um canadense satirizaria os meros três graus negativos do nosso sul brasileiro: “Que frio é esse, comparado às montanhas de neve que eu tenho que vencer pra chegar ao trabalho?!”.

Chega então o nosso empoeirado clichê: frio é psicológico!
Ah sim, existe uma psicologia no frio, existe o referencial, existem os pólos do globo e as diferentes pessoas que encaram o frio à sua maneira e resistência. O clima ameno, que faz um esquimó correr para fora de seu Iglu, provavelmente me congelaria em alguns minutos, mas este é a paixão do esquimó!

Esse frio psicológico hoje me roubou 30 minutos, ou presenteou, não sei ao certo, apenas sei que cheguei mais tarde no trabalho; não estava psicologicamente estável para sair da cama, não havia me preparado o suficiente para a experiência. O mais interessante é que hoje não estava tão frio quanto ontem e, mesmo assim, fugi dele; ontem, mesmo com os vendavais que assobiavam nos ouvidos, fui pontual.

Eu, sem me preocupar com o frio, o enfrentei sem mais problemas: acordei, me arrumei e saí, sem crises. Eu, temendo o frio, me escondi de um abominável homem das neves, embaixo de uma montanha de cobertas. Que exagero! Eu sei, mas o medo é mais ou menos assim, pode ser uma coleção de exageros e, tal como o nosso frio, é psicológico.

Existem medos e medos, assim como frios e frios e o comum entre eles é que somos capazes de vencê-los, basta termos coragem o suficiente para sair da cama.

Calebe Ribeiro
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Será que Robin Williams não foi sonhador o suficiente?

quarta-feira, 13 de agosto de 2014



Mortes trágicas no meio artístico sempre foram comuns e, de certo modo, toda morte pode ser considerada trágica, a depender de como é encarada. Talvez a mais trágica das mortes seja aquela que Robin Williams experimentou: a fuga da vida por decisão própria, o suicídio.

Essa questão dá forma a uma grande antítese de nossos dias: enquanto uma parte da sociedade corre atrás de médicos, personal trainers, mudam a alimentação para ter uma vida longa e com qualidade; outra, sobe o prédio mais alto e pula para um possível alívio imediato.

Fico pensando, quando é que o sonho de viver foi afogado pelo desejo da morte? O que existe de tão cruel no mundo? Ou ainda, quando o mundo passa a ser tão cruel para uma pessoa? Champignon, ex-Charlie Brown Júnior, mais novo, com 35 anos, experimentou do mesmo veneno que Robin Williams, que foi-se desse mundo com 63.

A minha teoria é que esse tipo de morte ocorre quando uma outra coisa para de respirar: os sonhos. Sim, os sonhos são o oxigênio da alma, sem sonho não existe alma, e pra que continuar em um corpo sem alma? Quantos Robins Williams, Champinons e Faustos Fanti andam por aí, mortos-vivos em um corpo sem alma? Fanti (35), infelizmente também compõe a estatística como mais um membro da classe do humor e da alegria, que internamente vive a escuridão da tristeza.

Quando estamos diante de casos de suicídio, nos envolvemos em analisar a vida que a pessoa não mais terá, as oportunidades que não mais viverá, os caminhos que não mais trilhará. Podemos observar as viagens, os passeios, os eventos, as músicas, os filmes, as comédias, ... os Oscars, que essas pessoas não mais ganharão. A questão agora é que existem milhões de outras pessoas vivendo em um mundo, porém moribundas, ou seja, já vivem tristezas da morte em uma vida, que vagueia por caminhos sem sabores, realmente não usufruindo da beleza que a vida oferece.

Mas como perceber quem são essas pessoas? Onde estão? Como ajudá-las? Até quando essas pessoas, já “mortas”, permanecerão nesse mundo até tomarem a decisão de acabar com as suas vidas?

Sim, não temos todas as respostas, ou melhor, quase não temos respostas além de perguntas e mais perguntas; mas, para mim, as pessoas precisam de sonhos muito mais do que imaginam. Elas têm de entender de sonhos e de sonhar pra si e para os outros.

Crie seus filhos para o mundo, para os desafios, mas crie seus filhos para sonhar! Crie seus filhos para um sonho de vida, não para uma vida de 63 anos, ou de 35. Nem sonhos que permaneçam apenas enquanto algumas coisas estão vivas. É difícil reduzir a análise de fatos tão complexos a um texto de um blogueiro... impossível, para ser honesto.

Robin Williams, gênio do cinema e da comédia, em 1982 passou por uma tragédia: teve contato com algo semelhante à notícia de sua morte, o falecimento de seu amigo John Belushi, por uma overdose de drogas em Los Angeles. Por mais sonhador e realizador que esse ser humano tenha sido, em algum momento ele desistiu de si mesmo e seus sonhos. E nesse ponto do meu texto gostaria que virássemos a moeda de lado e pensemos por outro prisma, um menos romântico: Será que interessa realmente as minhas e as suas teorias para analisarmos os fatos que nos rodeiam?

Não há como falar desses fatos sem mencionar as palavras: depressão, Fausto Fanti, Champignon, Robin Williams, João Pedro, Dona Eliza, Aninha… dos mais famosos até aquela vizinha que você nem mais vê pela rua. A depressão é real, é perturbadora e é matadora. A lição aqui é: O que sabemos sobre a depressão? Você já parou pra pensar se conhece do que se trata? Como poderemos ajudar as pessoas e evitar que elas recorram a morte como solução, se não conhecemos o inimigo com quem lidamos? A lição é, como é fácil falar de sonhos e de planos e sermos positivos o bastante para não nos preocuparmos em entender o que se passa no íntimo dessas pessoas?

Muitos de nós ao sabermos da morte, primeiro de Fausto Fanti, passeamos pela web e pelo Youtube em busca de materiais, das comédias e piadas do artista. Assistimos novamente, rimos e/ou descobrimos a alegria e o trabalho de Fausto. Mais recente, Robin Williams fez da internet um memorial da sua trajetória de vida com filmes que participou, suas brilhantes atuações e prêmios recebidos. Porém, penso que agora é de igual importância sermos atentos a doença chamada depressão e entender mais sobre ela. Essas tragédias jogam na nossa cara que precisamos entender o ser humano, suas dores, suas necessidades e, só assim, podermos tentar ajudar de verdade.

Existe um texto bíblico que diz: “O povo sofre porque lhe falta conhecimento”. Conhecemos muito pouco da depressão que um número enorme de seres humanos estão experimentando. Nossa atenção precisa ser voltada ao conhecimento, só assim poderemos fazer o bem a quem necessita.

Calebe Ribeiro
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Sábias Palavras de Gandalf

segunda-feira, 28 de julho de 2014



Qual é o seu personagem preferido de J. R. R. Tolkien? Mesmo que a sua resposta não seja Gandalf, que tal conferir um apanhado de frases ditas por ele?

"Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou."
Gandalf

"O mundo não está em seus livros e mapas. Ele está lá fora!"
Gandalf

"Sei de muitas coisas que apenas os sábios sabem."
Gandalf

"Não duvido mais do que já suponho."
Gandalf

"Se você voltar, não será mais o mesmo."
Gandalf

"Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte."
Gandalf

"Para olhos tortos, a realidade pode ter um rosto desvirtuado."
Gandalf

"Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado."
Gandalf

"Não vou pedir que não chorem, pois nem todas as lágrimas são um mal."
Gandalf

"Coragem é a melhor defesa que vocês têm agora!"
Gandalf

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Até a próxima.

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