quarta-feira, 10 de setembro de 2014


Stephen King, que já foi comentado aqui no blog anteriormente continua nos inspirando, que tal uma série de suas melhores frases? Uma melhor que a outra!



||Caso ainda não conferiu os outros posts sobre o autor, corre lá:
Stephen King: 22 conselhos para escritores
4 grandes lições que Stephen King pode te ensinar sobre a vida ||



#1
"Só os inimigos dizem a verdade. Amigos e amantes, apanhados na teia da obrigação, mentem sem parar." Stephen King

#2
"Uma criança, cega de nascença, só sabe de sua cegueira se alguém lhe conta." Stephen King

#3
"A confiança do ingênuo é a arma mais útil do mentiroso." Stephen King

#4
"Não sabemos quanto tempo nos resta, não podemos desperdiçá-lo lamentando coisas que não podemos mudar." Stephen King

#5
"Aqueles que não aprendem com o passado estão condenados a repeti-lo". Stephen King

#6
"Você está certo! Mas pelos motivos errados! E isso faz com que você esteja totalmente errado!" Stephen King

#7
"Monstros são reais e fantasmas são reais também. Vivem dentro de nós e, às vezes, vencem". Stephen King

#8
"Se você se irrita com os críticos, você pode ter certeza de que quase sempre eles estão certos." Stephen King

#9
"Antes da vitória vem a tentação". Stephen King
#10
"Primeiro vem as risadas, depois as mentiras. Por ultimo o tiroteio." Stephen King

#11
"Talento é mais barato que sal. O que separa a pessoa talentosa da bem-sucedida é muito trabalho duro." Stephen King

#12
"A beleza da mania religiosa é que ela tem o poder de explicar tudo. Uma vez que Deus (ou Satã) são aceitos como a primeira causa de tudo que acontece no mundo mortal, nada é deixado à sorte... a lógica pode ser alegremente jogada pela janela." Stephen King

#13
"A criança nunca sabe o que é um martelo, até confundir o dedo com um prego." Stephen King

#14
"Crianças, ficção é a verdade dentro da mentira, e a verdade desta ficção é bastante simples: a magia existe." Stephen King

#15
"Tudo sempre parece mais claro quando olhamos para trás." Stephen King

#16
"Um homem que não pode ficar um pouco não deve nem se aproximar." Stephen King

#17
"Tempo, o grande ladrão da memória." Stephen King

#18
"O tempo cuida de tudo, o tempo carrega tudo e no fim tudo que existe é a escuridão. Às vezes encontramos outras pessoas nessa escuridão e às vezes as perdemos lá novamente. Isso é tudo que sei." Stephen King

Gosta de alguma outra frase que não consta na lista? Já sabe a sua preferida? Compartilhe!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014


Stephen King, escritor que fez história no gênero de horror, é uma personalidade na qual vale a pena falar. É muito interessante como os seres humanos possuem capacidades distintas e também distintas facetas.

Esse homem, ocupa a 9ª posição entre os autores mais traduzidos no mundo e, se tratando de horror fantástico, é um dos mais notáveis de sua geração.

É válido analisar a sabedoria que esse escritor pode nos apresentar, será maravilhoso convencer alguns de que mesmo um escritor de terror tem muito a ensinar.


A família é mais importante pra ele do que você imagina

Stephen King se casou, em 1971, com Tabitha Spruce, mulher que foi importante para, além de King, todos os amantes dos contos de horror, literatura, fantasia, cinema etc. Foi ela quem retirou os esboços do lixo e convenceu o marido a voltar a escrever o que um dia se tornaria “Carrie, a estranha”.
Ou seja, a família o abençoou, lhe encorajando e estando ao seu lado, inclusive, mais do que ele mesmo. Anota aí: A família unida é o nosso maior tesouro. Podemos exemplificar essa lição, com uma fala do próprio Stephen King:

 “A combinação de um corpo saudável e um relacionamento estável com uma mulher auto-confiante que nada toma de mim ou de outra pessoa possibilitou a continuidade da minha vida profissional”. Stephen King

Ele escreveu "Carrie, a estranha", mas escreveu também "Um sonho de liberdade" e "À espera de um milagre"

Mesmo tendo a literatura de horror como área de conforto, King também foi extremamente competente em outros gêneros. O livro "As quatro estações", por exemplo, contém o conto que inspirou "Um sonho de liberdade". Isso é uma demonstração de que todos temos nossas facetas e múltiplas habilidades e, como ele, devemos deixar florescer.

É preciso por para fora os nossos recursos, sonhos e positividades. Fazendo uma analogia com as tragédias e os horrores da vida, as reclamações diárias e a facilidade de falar das coisas negativas, é mais fácil comentar as mazelas dos nossos conhecidos do que suas virtudes. Mas, tal como Stephen King no livro "À espera de um milagre", temos que, às vezes, deixar de falar de tragédia e começar a falar de esperança.


Ele é um mestre de verdade

É importante compartilhar conhecimento, é através de nossas experiências que podemos crescer e fazer crescer. O sofrimento tem sua parcela de importância, mas se pudermos impedir alguém de sofrer, seremos imensamente recompensados. Na vida de King, isso é notável, levando em consideração seu livro “On writing”, no qual ele se dedica a aconselhar escritores. Todos tem seus mestres, e, podemos entender mestre como aquele que ensina e deixa um legado através de seus pupilos. Clique aqui e veja 22 conselhos que ele dá a quem gostaria de escrever... se você é desses, pode atacar!


Ele é corajoso

Seguindo o gancho deixado pelo tópico anterior, podemos analisar um dos conselhos deixados por King, onde ele expressa a necessidade que temos de enfrentar as coisas que são difíceis:

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer, são delas que você se envergonha porque as palavras diminuem seus sentimentos". Stephen King

Coragem é o que necessitamos, precisamos enfrentar nossos medos, desengavetar sonhos antigos, mergulhar águas mais profundas, visitar nossos limites… Uma vida sem coragem para enfrentar levará apenas às beiradas, ao raso. O que é facilmente controlável com certeza traz menos retorno. Precisamos de mais adrenalina, de mais realizações, fazer as coisas difíceis, as fáceis não trazem o mesmo resultado.

Finalizo essa análise convidando todos a prestar atenção em tudo. Hitler em toda a sua malignidade é capaz de ensinamentos- sobre o que fazer e sobre o que não fazer. Isso é lição para que deixemos de lado os preconceitos que nos impedem de aprender com pessoas diferentes. São as diferenças que nos tornam iguais.

Calebe Ribeiro.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014


Num desses feriados, saí da cama tarde, tão tarde quanto meu corpo conseguiu. Ao levantar, percebi imediatamente aquela incômoda dor de cabeça.

Ainda que tenha tomado remédios, a dor permanecia. Até que resolvi deixar de lado a preguiça de feriado e ir fazer alguma coisa útil.

Andei pela casa por alguns momentos, até que percebi a minha velha bicicleta: esquecida, jogada num canto. Qual teria sido a última vez que eu havia a limpado e engraxado?

Panos velhos, desengripador, óleo de máquina, caixa de ferramentas e mãos a obra!

Limpei a sujeira da catraca e dos discos, retirei linhas e fios de cabelo misturados com a graxa envelhecida dos cubos. Virei a bicicleta de ponta cabeça, retirei a roda e lembrei de minha infância, do pique dos dias que desmontava as coisas por puro prazer.

Após concluir a tarefa, já não lembrava de dor de cabeça. Impressionantemente foi só me dar conta disso para perceber que ela ainda estava ali. Ela esteve comigo o tempo todo, mas, de alguma maneira foi esquecida.

Às vezes, nos prendemos de tal forma em nossos problemas que deixamos de fazer muitas coisas. Focamos em dificuldades como se elas nos impedissem de tocar a vida e fazer o que precisamos fazer.

Quando nos permitimos esquecer alguns problemas, esquecemos. E mesmo que simplesmente esquecer não os resolva, podemos sorrir e ser felizes com coisas e pessoas que são muito necessitadas da nossa atenção e carinho.

A vida não acaba quando encontramos problemas, podemos ser felizes no tempo que esperamos uma solução definitiva.

Sempre haverá algum tipo de trabalho que ao invés de nos sugar, nos oferecerá algo.

Calebe Ribeiro

terça-feira, 2 de setembro de 2014


Os sonhos de criança são geralmente os mais gostosos de sonhar - realizar, nem sempre. Lembro-me, pés descalços, roupas sujas, cabeça debruçada no chão contando as estrelas, os projetos caiam, quase como gotas da chuva em uma tempestade duradoura.

Os sonhos de criança podem fazer de um escritório, computadores e pilhas papéis, as coisas mais divertidas do mundo. Hoje sei: os sonhos de criança continuam sendo os melhores. A beleza do sonho de um garotinho está em si mesmo, no volume e na leveza!

Os sonhos de criança são quase amigos materializados, inseparáveis. Um pequenino anda de mãos dadas com seus "amigos sonhos". Os adultos  pra onde vão, costumam levar consigo apenas a realidade acorrentada nas pernas.

A realidade precisa de mais estrelas cadentes, mais planos absurdos, a realidade precisa mais da gente, sendo nós mesmos quando éramos crianças. A realidade precisa de nossos pés pequenos e descalços.

Corremos pela vida, necessitamos de mais passeios também! Sonhos que nos causem anestesia e revigore nossas forças simplesmente pelo processo de sonhar; realizar não importa por agora.

A realidade dessa vida adulta clama que você pare, deite-se próximo à janela e se guie pelos sonhos que as estrelas te presenteiam.

Sonhar talvez seja mais importante até que realizar.

Calebe Ribeiro

segunda-feira, 1 de setembro de 2014


Aonde vai com essa pressa garota? A maioria das coisas boas da vida acontece devagarinho!

Podemos ir devagarinho pedalando sobre a simplicidade, deixando a brisa bagunçar os cabelos; e, mesmo devagarinho, a gente chega lá longe e descobre onde o sol se esconde!

Devagarinho os dias desabrocham e as surpresas chegam de mansinho e cutucam.

Então siga, linda garota, continue pela estrada mastigando as esperanças e lembranças, siga!

Siga devagarinho, saboreando a vida!

Calebe Ribeiro.

domingo, 31 de agosto de 2014


O desafio do Balde do Gelo ou Ice Bucket Challenge atrai as atenções do mundo para uma doença, cruel: a ALS (Esclerose Lateral Amiotrófica). Tão cruel para um atleta, um trabalhador de escritório ou para um músico. Cruel pois pode privar o portador de todos os movimentos do corpo.

Eu, como guitarrista, não posso imaginar como seria ter meu corpo todo imóvel e olhar para o instrumento, sem poder o empunhar. Talvez em minha vida, numa condição dessas, a música morreria.
Penso que no caso de Jason Becker foi a música que o manteve vivo, e é a música que continua o fazendo viver.

Jason, a partir do apoio riquíssimo das pessoas que lhe rodeiam, foi capaz de continuar produzindo música e os únicos movimentos que precisou para isso foi o dos olhos, entretanto sua mente nunca deixou de se mover.

Jason, deixa transparecer a sua alma num sorriso constante exposto em seu rosto e comoveu-nos mais uma vez fazendo parte do desafio do balde do gelo, mesmo sendo um portador dessa condição, a seu modo, arrumou um jeito de participar.

Pessoas como ele, nos ensinam sem precisar de movimentos bruscos ou de palavras. Pessoas que arrumam soluções e alternativas, pessoas que não desistem sabendo que a vida pode ser vivida de milhões de jeitos.

A felicidade não depende de padrões pré estabelecidos, a vida é que as vezes pede da gente criatividade.

Precisamos criar para continuar vivendo, e Jason Becker continua criando música, se mantendo vivo e fazendo viver.

Confira o emocionante desafio do balde do gelo, que pra mim, foi o melhor de todos até agora:




Calebe Ribeiro.

Talvez mais dez ou talvez mil léguas e o Viajante Solitário chegaria ao destino. De cima, a águia esbranquiçada nos acompanhava, no seu próprio ritmo. O navio desenhava de vermelho a paisagem dominada pelo azul daquele oceano. Ela era os pensamentos dos pequenos e os sonhos dos valentes.

Não se tratava de uma viagem para guerra, embora de guerra ela era feita. Os corações permaneciam apertados como em gaiolas, olhos brilhavam com as memórias e a saudade de casa era viva. Os valentes, por vezes, se sentiam como prisioneiros de batalhas do oceano contra o céu.

Aquela era a minha primeira viagem e, agora, oficialmente como marinheiro. O navio parecia seguir para lugar nenhum, para onde eu olhava via mar e a sensação é que as águas nunca teriam fim. O céu se juntava ao mar, numa assustadora cortina azul. Eu me sentia cada vez menor, cada vez mais insignificante. O meu único prazer era observar o voo da águia, que parecia ser a única alma livre de todo o universo.

O azul se adulterou em tons de cinza quando as nuvens se formaram no horizonte e os ventos começaram a se fortalecer, então, a águia voava para atingir maiores alturas, até que eu a perdi de vista. O Viajante Solitário balançava junto com as ondas que cresciam e os marinheiros corriam de um lado para o outro seguindo as instruções do velho comandante. Não demorou para que a tempestade chegasse e molhasse a todos, por dentro e por fora.

Ninguém reparou na águia, inclusive eu, que só me lembrei dela com a calmaria que veio apenas no raiar do dia. Exausto e com o corpo dolorido, ouvi o som que lá no alto a águia fazia. Os outros marujos estavam estirados, cada um num canto; apenas o comandante ainda estava firme no seu posto com as duas mãos no leme, onde permanecera a noite toda.

Subi as escadas, me esforçando para manter os olhos abertos, enquanto o comandante continuava parado e concentrado. Seus olhos, na verdade, estavam fechados e tranquilos, contrastando com as instruções berrantes que dera aos seus homens na noite anterior; foi quando ele proferiu algumas palavras calmas e inaudíveis.

- "Comandante, o que você disse?" - Incomodado perguntei, sem entender de onde aquela paz vinha. A resposta veio após uma eternidade que durou apenas um minuto:

- "Deixe-me aproveitar o voo, meu jovem".

Calebe Ribeiro

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Um dia desses, muito resfriado precisei ir ao médico. Foi fácil prever que o hospital estaria lotado, pois tive que dar passagem para duas apressadas ambulâncias do corpo de bombeiros, certamente correndo contra o tempo. Realmente haviam muitos doentes no local, tal como crianças, idosos e alguns com necessidade de atendimento urgente.

Optei por seguir para a Santa Casa de Misericórdia da cidade, talvez por lá a fila de atendimento estivesse mais curta. Para minha surpresa o local estava praticamente vazio, cheguei, dei meus documentos, esperei cerca de quinze minutos e logo fui atendido.

Filosofei comigo mesmo sobre a situação de cada recepcionista no seu respectivo ambiente nesse dia, extremamente distinto. Havia a recepcionista do Hospital, que naquele dia estava “envelhecendo um mês”, também existia a recepcionista que estava muito confortável e de bom semblante na Santa Casa.

A realidade, às vezes, obriga a desdobrar-nos em mil, em outras, apenas precisamos relaxar e fazer o que estamos habituados a fazer, sem crises, sem complicações, apenas levando a vida e nossas rotinas. Por mais que estejamos sempre lutando contra leões, existem pessoas que estão sofrendo, esperando na fila e necessitadas de atendimento urgente.

Sempre existirão recepcionistas, doentes urgentes, pessoas que poderiam esperar e que, ainda assim, foram atendidas primeiro.

Tenhamos bom ânimo, hoje em cima, amanhã embaixo, respiremos fundo, pois não vemos tão nítido como pensamos.Talvez amanhã, a Santa Casa que estará cheia...

Calebe Ribeiro.