Sábias Palavras

segunda-feira, 3 de agosto de 2015


O que leva uma pessoa a ler uma centena de livros em um ano? Os motivos são cultura, conhecimento e, entre outros, entretenimento. Se estiver motivado pura e simplesmente em se entreter com a literatura, é até aceitável. Se há amor por leitura, tempo disponível e paixão por romances, talvez seja bem melhor mesmo ler centenas de livros. Ainda assim, alguns argumentos poderiam empoeirar um pouco a beleza dessa ideia.

Tenho a impressão de que uma estante cheia de livros, uma lista vasta de leitura, um perfil no skoob abarrotado de resenhas e leituras marcadas, seja, em muitos casos, apenas uma questão de “ostentação literária”: ostentar a quantidade de livros que leu – ou fingiu que leu. Mesmo quem realmente leu 250 livros no ano, é tentado a exibir seus números, vangloriar-se por isso, como instrumento de status entre amigos.

A questão é: será que houve real absorção? Será que foi-se a fundo em todos os livros lidos? Não estou criticando leitores de muitos livros, mas sim aquele tipo de afirmação que nos é dita: “é preciso ler, pelo menos, 50 livros por ano”. O número de livros varia, mas a minha discordância com essa afirmação permanece.

Um bom livro pode tornar-se um diamante para o cérebro. Mas um leitor que faz aquela leitura apressada, com uma ânsia por encerrar o livro e prontamente informar a sociedade que leu mais um livro, provavelmente não absorveu toda a preciosidade que a obra tem para oferecer. Não estou julgando a capacidade cognitiva de ninguém, mas, falando de minhas habilidades particulares, uma leitura apressada não me trará 1% de aproveitamento.

É muito melhor ler poucas obras de qualidade, alimentando-se de sua fonte, anotando suas ideias, descobrindo o significado de novas palavras, lendo e relendo capítulos inteiros diversas vezes, resumindo partes marcantes, produzindo textos com base no que aprendeu... Do que ler uma centena de livros e ao final do ano concluir que todos foram compreendidos apenas superficialmente e que, ainda, o potencial que você tinha para se transformar por meio de cada livro foi jogado fora.

Leia menos se for preciso, mas leia com um caderno e um lápis na mão. Diminua seu plano de leitura caso convenha, mas mantenha um dicionário todas as vezes que estiver lendo para não subaproveitar o aprendizado. Volte páginas diversas vezes se necessário, mesmo que isso sacrifique a sua meta de 20 livros nesse mês. Escreva o mesmo texto com suas palavras, não se sinta obrigado a finalizar logo esse livro.

Nós precisamos mais do que certificados, mais do que livros, mais do que números. Nós precisamos de conhecimento. Dê a cada livro o tempo que ele merece de você e obtenha dele o melhor retorno possível. Tenha uma meta de conhecimento, emoção e diversão, e deixe de lado sua egoísta ostentação literária.

Calebe Ribeiro.

quinta-feira, 30 de julho de 2015


Dando prosseguimento aos posts sobre a caminhada rumo à fluência em Inglês, hoje vamos comentar algumas maneiras que podemos utilizar para nos inserir cada vez mais fundo no idioma. Estamos falando de avaliar bem as nossas particularidades e então desenvolver métodos que sejam feitos sob medida para nós mesmos.

Caso você ainda esteja perdido para começar a estudar Inglês sozinho
e precisa de uma mãozinha na hora de organizar as suas metas,
 sugiro que leia o artigo  Seis atitudes necessárias para aprender inglês sozinho.
Você vai se transformar em um exímio autodidata!

Estudando os nossos próprios hábitos

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas." Sun Tzu

Estamos enfrentando muitos obstáculos para aprender o inglês, obstáculos esses que chamamos aqui de inimigo. Precisamos, além de conhecer os nossos oponentes, conhecer bem a nós mesmos. É necessário fazer uma análise em nossa vida e compreender como a levamos e então começar a fazer os ajustes necessários para que nossas atitudes nos levem para mais perto da fluência em inglês.

Uma criança quando vem ao mundo e começa a aprender, trilha seus próprios passos segundo a estímulos particulares a ela, nenhuma criança aprende igual a outra e é dessa maneira que precisamos aprender inglês. Vamos gerar uma imersão no idioma de acordo com a nossa realidade.

- O que eu gosto de fazer nas minhas horas vagas?

Você já percebeu que sabe muitas coisas e você não fez esforço nenhum para aprender? Seja um diálogo de um filme, um comercial ou uma música. É provável que você tenha passado algum tempo diante disso. É ainda provável que você passou muito tempo em contato com isso, pois era algo que te dava prazer.

Isso é uma ótima maneira de reter mais o conhecimento que precisamos, avaliando tudo que nos é prazeroso. Vamos dar alguns exemplos de coisas que você pode utilizar no seu dia-a-dia inserindo o Inglês a elas.

O artigo se baseia em meus gostos e hábitos pessoais, o seu trabalho é moldar isso à sua realidade. Vai por mim, será moleza!

Liste os hábitos que te dão prazer:

  1. Livros,
  2. Música,
  3. Seriados e Filmes,
  4. Redes Sociais,
  5. Canais do Youtube,
  6. Celular/Tablet,
  7. Escrita.


Agora que você listou as coisas que você gosta de fazer é preciso que você pense como inserir o Inglês nesse seu mundo. Isso é totalmente particular seu, gaste algum tempo imaginando tudo o que você faz em “Português” que poderia ser feito em “Inglês”.

Reveja cada item da sua lista e trace um plano para cada um


Livros


A minha lista começou com Livros, então o trabalho é criar meios para que a minha leitura envolva a língua inglesa. Que tal baixar alguns livros de contos em Inglês para o celular? Parece uma boa coisa! Ou ainda pegar os títulos que você já leu em Português e ler em Inglês? Sem pressa, sem pressão, apenas ter uma meta de compreender!

Uma dica boa é manter o máximo de mídias que você possui com livros, de preferência, curtos. Contos são ótimos para ter salvos no seu celular ou leitor digital. Pois dessa maneira quando você tiver um tempinho sobrando é muito provável que consiga terminar uma história inteira, o que te dá mais motivação (sem falar que a compreensão é muito mais fácil).

Entretanto, experimente o máximo de maneiras que você conseguir de inserir a literatura inglesa na sua vida, como por exemplo ler contos de fadas e coisas que foram feitas para crianças. O seu nível de inglês vai ditar melhor que tipo de livro escolher.


Música


Se você gosta de música, pergunte-se como adicionar o Inglês a esse seu gosto, temos muito contato hoje em dia com músicas em Inglês, quem sabe o seu caminho não é estudar mais suas letras, seus contextos, suas nuances.
Use e abuse dos aplicativos de celular de música que contenham letras, clipes legendados e todo conteúdo que tem em abundância na internet.

Seriados e Filmes


Gaste um tempo atrás de seriados legendados em inglês e faça bom uso deles!

Uma boa dica é procurar seriados com episódios curtos. Sempre temos um intervalo ou outro que dá tempo de assistir em totalidade. Isso é semelhante à dica de manter os contos no celular, uma história curta é mais facilmente assimilada e qualquer folguinha você consegue assistir um episódio na integra.

Redes Sociais


O que domina a internet hoje são as redes sociais e as possibilidades dentro desse meio são gigantes. Além da interação, a quantidade de conteúdo para o aprendizado de inglês nesses locais é enorme. Procure grupos de Inglês, páginas, embaixadas estrangeiras, personalidades, portais estrangeiros...

Tente descobrir um mundo diferente do que você está habituado, siga jornais e revistas americanas. A sua criatividade pode te levar longe, aguce a sua criatividade e procure conhecer mais conteúdo gerado por nativos estrangeiros.

Canais do Youtube


Quem aí não perdeu horas vagando para lá e pra cá no maior site de compartilhamento de vídeos que existe? É bem provável que você já assistiu muitos vlogueiros trancados no quarto falando sozinhos com a câmera.

Você já se perguntou quantos vlogueiros americanos estão por aí recheando a internet de conteúdo para você ouvir e ler? Isso mesmo, existem muitos canais no Youtube que legendam os seus vídeos em Inglês. Se você não tem muita paciência para seriados e filmes, mas gosta muito do Youtube, que tal dar uma olhadinha?

Celular/Tablet


Atualmente a maioria das pessoas passa horas e horas no celular, permanecendo o dia inteiro conectadas: recebendo atualizações nas redes sociais, interagindo no whats app, jogando, publicando no Instagram, utilizando aplicativos...

Aplicativos! Felizmente existem muitos aplicativos que se dedicam ao inglês e que você pode usar e abusar sem custo algum! Vou indicar alguns aplicativos, mas lembre-se que muitos deles não são restritos ao celular tendo suas versões web às vezes até melhores.

Os aplicativos que tenho utilizado ultimamente são:

  1. Duolingo - Curso de Inglês IOS Android
  2. Wlingua - Curso de Inglês  Android
  3. LearnEnglish Podcasts - Android

Todos esses apps são ótimos e valem o download.
O Duolingo é um destaque no meio apresentando recursos extremamente interessantes e motivadores, sendo uma ferramenta maravilhosa para aprender, treinar e se manter em contato com o inglês.

Escrever em inglês


Não são todos os que compartilham do gosto/hábito de escrever, mas não podemos deixar de listar como uma grande maneira de se manter em contato com a língua. A ideia é escrever alguma coisa em inglês sempre, um parágrafo aqui, outro ali, um pensamento, uma ideia. Quanto mais você escrever, mais dúvidas haverão e mais descobrirá palavras que gostaria de saber, sendo assim, sua capacidade de se comunicar vai aumentará a cada dia.

A você que chegou até aqui na leitura, desejo que essas dicas sejam úteis. Que consiga moldá-las para as suas características e gostos pessoais e seguir desenvolvendo seu método de estudo e alcance sucesso.

Não deixe de conferir também o artigo  Seis atitudes necessárias para aprender inglês sozinho. Um excelente conteúdo para você que deseja se tornar autodidata no idioma.

Até a próxima!
Calebe Ribeiro.

quarta-feira, 15 de julho de 2015



Eu voltei a estudar inglês atualmente e diferente das estratégias anteriores, onde estudei em escolas de idioma tradicionais, decidi estudar inglês sozinho. A pergunta que me fiz (e que muita gente também se faz) é "como estudar inglês sozinho?", pois estudar inglês de maneira autônoma realmente não é nada fácil, mas existe uma questão ainda mais importante: como aprender inglês sozinho? Do que adianta estudar muito e aprender pouco, não é verdade?

Neste artigo vou comentar algumas das conclusões que tenho tido atualmente sobre o estudo do inglês. Porém, mais do que discorrer sobre técnicas de estudo do inglês, existem outros fatores que são de igual ou maior importância para o aprendizado. Sendo assim, até como uma forma de motivação pessoal, vou comentar o assunto aqui no Blog Sábias Palavras, através de posts que irão ajudar quem deseja seguir essa caminhada junto comigo no aprendizado dessa língua tão importante.


#1 Entenda a importância da motivação no estudo do inglês



Para aprender algo novo é preciso muita força de vontade, porém a “vontade” é ainda mais importante. Todo mundo deseja aprender, poucos realmente tem um desejo muito grande capaz de motivar e manter essa motivação pelo tempo necessário.

Quantas vezes você abandonou um projeto logo no inicio porque não teve coragem de prosseguir? As pessoas, em muitos casos, até iniciam bons projetos e fazem um planejamento consistente. Entretanto esses indivíduos desistem por causa das obrigações do dia, da má gerencia do tempo, do esfriamento daquela empolgação inicial etc. Percebe-se então que a motivação para fazer alguma coisa deve ser percebida, avaliada, estudada e até planejada.

É necessário que você se perceba com um desejo de aprender o inglês e faça disso o mais grandioso possível, entenda que se manter motivado é o que vai te fazer prosseguir, superar as dificuldades e se manter no foco. Sem motivação você provavelmente vai desistir quando encontrar o primeiro obstáculo.

Para manter-se motivado é necessário ir mais além, visualizar um bom objetivo, ter um foco bem definido etc., porém isso não é o suficiente para se manter motivado. Vamos entender um pouco agora sobre como desenvolver os nossos objetivos para aprender inglês sozinhos.

#2 Aprenda a desenvolver um objetivo de aprendizado no inglês



Saber desenvolver bem um objetivo é crucial para o seu percurso no aprendizado do inglês, pois isso deverá te nortear 100% do tempo que você dispor para aprender o inglês. Ter uma meta vai muito além de um objetivo como "Eu quero aprender inglês" e só.

Tenha em mente o seguinte objetivo:

"Quero aprender inglês para enriquecer meu currículo."

Quando desejamos aprender inglês "simplesmente" para termos um currículo enriquecido podemos acabar nos perdendo. Esse tipo de definição de objetivo é extremamente vaga, aparentando ser uma realidade muito distante, que no fim das contas nos desmotivará ao invés de servir como foco.

Precisamos diversas vezes na nossa caminhada rumo ao aprendizado do inglês avaliar os nossos métodos de estudo para ver se eles nos atendem, isso é bem claro de se entender. Mas é de igual importância manter-se motivado e perceber se os pilares que nos mantém estudando e focados no objetivo ainda são fortes o suficiente.

Dessa maneira fica evidenciado que o desenvolvimento do objetivo é muito importante. Segundo essa ideia, vamos dar uma sugestão de como melhorar nossos objetivos de modo que eles sejam realmente capazes de nos impulsionar a aprender inglês de verdade.


#3 Melhore seus objetivos no aprendizado de inglês



Será preciso avaliar bem os nossos objetivos e nossas metas, então vamos utilizar o exemplo anterior e tentar perceber o que podemos melhorar:

“Quero melhorar meu inglês para enriquecer meu currículo”.

Esse objetivo é válido, mas não apresenta uma ideia real de tempo, nem fornece meios para você mensurar e saber se você está evoluindo de verdade. Também podemos perceber que esse objetivo é muito “frio”, não é “divertido”, pode ser encarado como uma obrigação, ou ainda, um mal que o mercado de trabalho exige de você e ponto final.

Precisamos fazer algumas alterações nessa meta. Entretanto o objetivo de aprender inglês para ser um diferencial no seu currículo, irá permanecer, não explicitamente, iremos apenas tentar tornar essa meta mais fácil de cumprir.

Mudando o objetivo um pouco:

“Quero estudar inglês para assistir séries e filmes”.

Esse objetivo pareceu mais possível de se concluir agora? Aprendemos as coisas com mais vontade, com garra e com afinco quando gostamos realmente daquilo. O aprendizado, quando divertido lhe faz reter o conhecimento com uma velocidade maior.

Porque tornar o aprendizado de inglês uma tarefa tediosa? O objetivo mudou um pouco, mas o seu efeito atenderá tanto a sua vida pessoal, quanto profissional. Além do que, é muito mais fácil você conseguir ter uma ideia de progressão, percebendo que está evoluindo e entendendo cada vez mais os filmes e seriados que você assiste.

Aprendendo inglês assistindo séries no seu idioma original, não vai deixar de ser o mecanismo para o qual você terá um upgrade no seu currículo. Só vai fazer você enxergar o aprendizado do idioma mais amigável, divertido e interessante.

#4 Tenha objetivos temporais e mensuráveis 



É importantíssimo que você consiga estabelecer uma meta temporal, para que você tenha uma ideia real do seu caminho, dos seus passos e da distancia que você está avançando segundo o seu objetivo. Esse tipo de coisa nem sempre é muito fácil de fazer, aliás, mensurar o conhecimento não é nada trivial.

Vamos, porém adicionar ao nosso objetivo a ideia de temporalidade e fazer com que consigamos avaliar o nosso progresso. Podemos então apurar o senso crítico e ao assistir um seriado com legendas em inglês, ou com áudio original, avaliar quanto você entendeu: 10%,20%, 50% ...100%? =]

“Quero estudar inglês para assistir séries e filmes e compreender pelo menos 20% do que eu assisti".

Está aí um objetivo que é muito mais claro de se perceber, além do mais é uma maneira de você quebrar a sua guerra – aprender inglês - em diversas batalhas. Esse assunto renderia mais um tópico no artigo, mas deixaremos isso para uma outra hora.

Você pode assistir um episódio de um seriado hoje e avaliar quanto você compreendeu, semana que vem você repete o mesmo episódio e também realiza essa auto análise. Perceba que esse tipo de estratégia te permite avaliar o seu progresso, é um método que te dá condições de visualizar as suas conquistas no aprendizado do inglês.

Um objetivo bem definido te torna capaz de calibrar o seu método de estudo e te norteia em todos os seus passos na caminhada rumo à fluência no idioma.

#5 Divirta-se estudando inglês



Observe ao seu redor, quais são as pessoas mais bem sucedidas nos seus afazeres que você conhece? Não avalie apenas o dinheiro e sim pessoas que fazem muito bem o seu trabalho, pessoas que são realizadas profissionalmente, pessoas que vão trabalhar todos os dias com um sorriso de orelha a orelha.

Não seria surpresa perceber que as pessoas que fazem bem o trabalho que dispuseram a fazer, adoram o que fazem e são bastante realizadas. É desse tipo de diversão que estou falando, quem deseja aprender algo novo precisa saber se divertir com isso, pois, claramente facilitará o aprendizado.

Para aprender inglês e ter um melhor aproveitamento é preciso fazer disso algo que você aprecie. No nosso artigo tratamos o exemplo dos seriados e filmes em inglês, mas você pode fazer com qualquer tipo de coisa, se você se interessa por carros, existem muitos canais no Youtube que falam sobre o assunto, que tal dar uma olhada? Entre no mundo do inglês, mas procure um mundo que seja a sua cara e divirta-se!


#6 Entenda que sua individualidade é mais importante do que os métodos prontos



Na luta para aprender inglês sozinho é preciso organizar primeiramente a nossa mente e compreender o que realmente vai funcionar com a gente. Esqueça as fórmulas prontas, existem muitos autodidatas por aí, porém o caminho para aprender sozinho é muito particular. Você irá se deparar com muitas dicas, com muitas técnicas e com vários modelos por aí. O que fazer?

Teste, tente, observe, mude, reutilize, molde...

É importante que você se perceba, tenha um olhar crítico sobre si, se pergunte a todo momento se o caminho que você está trilhando realmente está trazendo resultados, ou ainda, os resultados que você está tendo podem ser melhorados? A autocrítica é imprescindível para o seu desenvolvimento.

Hoje em dia existem muitos recursos para o aprendizado de inglês, softwares, canais no Youtube, textos com audio, materiais, livros, mecanismos para conversação com nativos em outros países, etc.
Eu tentei colocar no blog hoje a minha visão sobre o assunto e a maneira com que eu tenho estudado inglês, não necessariamente isso funcionará com você, mas fuja dos preconceitos, tente e veja o que você pode aproveitar para a sua vida.

Espero ter sido útil para você, não deixe de comentar sobre o texto e compartilhar seus métodos de estudo e motivação.

Calebe Ribeiro.


Se você precisa de mais um empurrãozinho na hora de estudar confira esse artigo:
8 dicas infalíveis de um preguiçoso para quem deseja estudar


quinta-feira, 7 de maio de 2015


Hoje publicamos mais um artigo para quem é apaixonado por livros, e aliás, pra quem não é também! Se você tem o desejo de se tornar um amante da literatura, mas encontra muitas dificuldades ou ainda gostaria aproveitar mais do seu tempo com os livros, esse post pode te ajudar.

Publicamos recentemente sobre porque você deveria ler menos livros esse ano, não é brincadeira! Hoje falaremos do extremo oposto, mas, que tal dar uma olhada no outro lado da moeda? Clique aqui e entenda.


Escolha bem seu livro



Essa é uma dica que pode ser até considerada óbvia, mas pode-se dizer que uma das partes mais importantes do processo de ler é fazer uma boa escolha do livro. E isso depende de alguns fatores além de uma boa capacidade para entender os momentos em que você está vivendo. É importante que você se entenda e compreenda além dos seus gostos e desejos. Todos passam por muitos momentos distintos no decorrer dos dias e nossas necessidades variam muito com estes.

Em um semestre muito agitado na faculdade é mais interessante escolher leituras leves, que não demandem muito esforço cognitivo. Uma temporada de trabalho estressante também solicita um livro que relaxe e seja um instrumento de prazer, que não cause mais enfado o obrigando a abandonar a leitura.

É possível que alguém desista de um livro porque o leu em um momento errado, talvez se o tivesse lido em outra situação fosse muito melhor aproveitado.

Faça boas escolhas!


Tenha bom planejamento e organização




Como não poderia ser diferente de outras milhões de coisas presentes em nossas vidas, a organização e o planejamento também trarão muitos benefícios para a leitura. Essa dica tem muito a ver com a dica anterior, pois também envolve escolhas bem feitas.

É muito interessante gastar algum tempo planejando sua lista de livros. É nesse momento que irá organizar a sua estante, fazer download de livros digitais, verificar a ordem de leitura mais interessante, organizar devidamente seu leitor digital etc. Não é necessário ter uma lista muito extensa, apenas uma boa noção de qual será o próximo livro a ser lido.

Os leitores desorganizados, como eu, podem ler muito menos do que gostariam. É muito comum encerrar um livro e não saber ao certo qual gostaria que fosse o próximo, isso provavelmente fará com que você use seu tempo para fazer outras coisas ao invés de ler.

Planeje e organize suas leituras, procure avaliar bem os momentos que está vivendo e os que virão. Lembre-se das semanas de provas, das viagens, do fechamento de mês no trabalho etc. Planeje suas futuras leituras com cuidado, seja organizado e colha bons frutos disso.


Tenha um leitor digital



Esse ponto pode ser considerado um pouco polêmico, pois é influenciado por gostos e hábitos pessoais. Entretanto não poderíamos deixar de mencionar a facilidade que um equipamento desses proporciona. Esses dispositivos podem te ajudar a aproveitar mais o seu tempo lendo ao invés de utilizá-lo para outras coisas muitas vezes banais.

Um leitor digital pode carregar todos os livros que desejar ler e possibilita, ainda, tê-lo sempre à disposição na mochila ou bolsa. Essa é uma excelente maneira de permanecer acompanhado do conteúdo que te interessa.

Como defensor dos leitores digitais sou até suspeito para falar, mas é legal mencionar que a leitura pode ser muito confortável utilizando esses dispositivos. Mesmo tendo o livro físico, às vezes faço o download do arquivo epub correspondente para ler no e-reader, o que é muito útil principalmente para aqueles livros enormes, pesados e desconfortáveis de serem lidos.

Um leitor digital não necessariamente vai substituir seus livros físicos, mas será uma ferramenta útil e adicional para que leia mais.

Confira outros artigos falando especificamente de leitores digitais:

Troque a internet por livros



Ninguém hoje em dia vive sem internet, mas todos concordam que muitas vezes esse instrumento ao invés de nos fornecer coisas, ele nos rouba. Tempo, o bem mais precioso que temos vai pro ralo e chegamos à conclusão que teria sido bem melhor ler um livro do que ter passado oito horas do seu dia amarrado na timeline do Facebook e outros sites que amanhã você não mais recordará.

Uma das grandes críticas à internet é que esta tem nos habituado a superficialidade. Então, se você chegou até aqui na leitura, esteja feliz por isso. O acesso facilitado a informação e a multiplicação destas tem gerado em nós a falta de paciência e até pouca vontade em nos aprofundarmos nas coisas. Conhece-se de tudo, mas se aprofunda muito pouco.

Finalizo com essa última dica: tente ir trocando a internet pelos livros, garanto que não se arrependerá.

Gostou das dicas? Não gostou? Tem dicas melhores? Tem alguma outra que gostaria de compartilhar? Não deixe de nos enviar o seu comentário. Compartilhe seu conhecimento =]



Calebe Ribeiro.


terça-feira, 28 de abril de 2015



Após alguns anos de espera, paciência e trabalho duro você acaba de comprar o seu carro zero. Entrar no automóvel é a ação mais esperada do dia, também pudera, ver aquele brilho a luz do sol, os plásticos nos bancos, aquele cheirinho característico!

Mas passam os meses e você nem lembra mais do seu carro, já não se preocupa tanto em cuidá-lo, lavá-lo, e o utiliza da mesma maneira como toma banho ou escova os dentes: algo natural, rotineiro e até sem graça.

O que isso tem a ver com eu e meus filhos?

Esse é um típico exemplo da chamada Psicoadaptação e eu me dedicarei a te alertar o motivo que você deve se preocupar com isso. Adianto que esse fator influencia a sua vida e continuará influenciando além de você a vida dos seus filhos.


O que significa Psicoadaptação?  


“A psicoadaptação é a incapapacidade da emoção humana de reagir frente à exposição repetida do mesmo estímulo.”



Os soldados nazistas que conviviam com um dos mais altos graus de maldade que a humanidade já viu, tiveram a concepção do sofrimento humano como natural e rotineiro. Dessa maneira eles perderam a capacidade de discernir as suas próprias emoções, sendo protagonistas de atos dos mais repugnantes e cruéis da história. Essa realidade influenciou grandemente esses indivíduos, afetando sua consciência, suas emoções e suas ações.
Percebe-se que a Psicoadaptação é, entre outros, um instrumento poderoso, que pode ser utilizado para manipular, subjugar, explorar, inclusive através de lavagem cerebral e infelizmente outros recursos.

E no nosso dia a dia, como a Psicoadaptação ocorre?


Permita-me responder essa pergunta com outra: O que nos tornamos quando achamos tão normal uma notícia na televisão mostrando tantas tragédias em nossos dias? Será que, guardando as devidas proporções, não estamos nos comportando por vezes de maneira semelhante aos soldados nazistas?

Essa rotina da nossa vida moderna pode se tornar um monstro, é preciso prestar atenção em como levamos nossas vidas e os resultados que obteremos. Será que nós não nos vacinamos contra um fator inconsciente que faz de nós seres que se adaptam as conquistas e mazelas como se elas fossem as coisas mais normais do mundo?

Meus filhos correm perigo por causa da Psicoadaptação?


Vamos direto ao ponto: Os filhos que recebem tudo o que pedem, podem crescer adaptados a uma situação exageradamente confortável. Esses futuros adultos terão uma dificuldade enorme em lidar com os caminhões de "nãos" que receberão durante a vida.
Podemos dizer que os pais que realmente se preocupam com o futuro dos seus filhos precisam entender um pouquinho do que significa Psicoadaptação. Pois, muito mais do que se habituar a ter tudo a mão, se acostumar a, sem qualquer esforço, conseguir as coisas que deseja é algo que ocorre de forma muito natural, mas os efeitos podem se tornar irreversíveis. Poupe seu filho do máximo de sofrimento que ele possa vir a ter no futuro!


O conhecimento move o mundo



Mesmo não sendo, nem de longe, um conhecedor de psicologia e as ciências que a acompanham, posso afirmar que é negligência viver sem se preocupar com os vícios de nossas habilidades psíquicas.
Somos o que há de mais complexo na existência e tão pouco fazemos para entender o poder que temos em nossas mentes. É preciso conhecer as capacidades que temos dentro de nós e aprender a lidar com as características que podem se tornar bênçãos, mas também maldições.

Entender um pouco sobre a  Psicoadaptação pode nortear as nossas decisões, nos auxiliar na criação dos nossos filhos, nos tornar pessoas melhores, mais sensíveis ao sofrimento humano e mais evoluídas em muitos sentidos. Conhecer o mundo "lá dentro" é mais valioso do que conhecer o mundo "lá fora".

Calebe Ribeiro.

Conheci o fenômeno da Psicoadaptação lendo Augusto Cury e volto a indicar a todos que procuram conhecimento e habilidade para saber viver. Passei a ser um grande admirador desse homem.

segunda-feira, 9 de março de 2015

O livro “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”, de Leandro Narloch, é uma joia. Brasileiros de muitas idades e formações irão se surpreender com um conteúdo útil, interessante e transformador.

O título do livro pode levar a uma ideia muito errada a respeito de seu conteúdo. É fácil, devido ao contexto atual, ter em mente que a proposta é puramente humorística e até oportunista. A capa pode fazer alguns acreditarem tratar-se de um livro que contará acontecimentos engraçados no decorrer da história do Brasil. Confesso que essa foi a minha enganosa primeira impressão.

Isso deve ter ocorrido, pois a expressão “politicamente incorreto” tem sido exaustivamente comentada nos tempos atuais. Humoristas e pessoas ativas na mídia constantemente fazem uso dela para justificar e defender seus métodos de trabalho, assegurar seu direito e liberdade de expressão.

Esse tipo de situação pode até nos levar a acreditar que o autor aproveitou-se de um momento muito oportuno para tratar desse assunto e ter um sucesso garantido, empurrando seu conteúdo. Entretanto, julgo essa obra excelente e falarei dos motivos.

Ao iniciar a leitura você já percebe que o autor não tem intenção de soar engraçado, mas sim fornecer um conhecimento histórico rico e honesto. A proposta do livro é apresentada e logo cumprida: desmistificar a visão romântica da história do Brasil e escancarar muitas verdades omitidas desde a época do descobrimento. Leandro Narloch inverte o ângulo analítico dos fatos históricos colocando o leitor de frente a mazelas de mocinhos e atos humanitários de vilões. Precisamos encarar a honestidade do conteúdo mencionada com cuidado, me refiro aqui a fugir do que chamamos de tendencioso.

A narrativa corre leve e te insere em um contexto muito simples, onde afirmações como “Zumbi tinha escravos”, “Os portugueses ensinaram os índios a preservar a floresta”, “Quem mais matou índios foram os próprios índios” fazem muito sentido. O leitor é convidado, às vezes, a apenas colocar o seu raciocínio lógico para funcionar e concluir que muita informação lhe foi omitida dos livros e sua educação vem sendo manipulada desde muito cedo. Fica claro que muitas das visões que temos nos foram condicionadas pela tendenciosa educação que imputa-nos ignorância e preconceitos há séculos. Existe um mar de acontecimentos e documentos históricos que contrariam muito a história aprendida na escola, não seria mais honesto também dar voz a eles?

É importante ter cuidado ao ler o livro e não se embriagar com o próprio veneno. O seu conteúdo não deve ser promovido a uma nova verdade límpida, distante de falhas ou impassível das mesmas críticas que os próprios argumentos utilizam. Em muitos momentos as fontes utilizadas são poucas ou inexistentes. A joia mencionada no início do artigo é estar em contato com muitas informações que contrariam todo o embasamento histórico que a maioria esmagadora possui, porém um leitor desatento pode simplesmente ser o mesmo manipulado de sempre, ao invés de ter seu senso crítico aprimorado.

A boa notícia ao encerrar o livro é que existem mais vários outros volumes que, pra mim, se tornou leitura obrigatória. Indico o livro a todos que não tem medo de explorar vários lados de uma história e abalar sua estrutura de conhecimento sobre o Brasil. Vale encerrar comentando que o livro não tem pudor nenhum em “enfiar o dedo nos olhos” de orgulhos nacionais como o samba e personalidades como Aleijadinho e Santos Dummont. Porém o benefício maior dessa leitura deve ser o aguçamento da sua capacidade analítica, te mostrando a obrigatoriedade de avaliar sempre mais de um lado de uma mesma história, ainda que esta esteja em quase 100% dos livros que você estudou na escola.

Calebe Ribeiro.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015


Existe uma sociedade cantando em alta voz pela transformação do mundo: “Jovens, saiam de casa e mudem o mundo!”. Infelizmente grande parte dessa massa motivada ainda não se perguntou: “O que é mundo?”.

Jovens tentados por serpentes, ou apenas ignorantes, são convidados a lutar por um mundo diferente. Mas será que eles sabem o que levou o lugar que vivem a chegar onde está? Assim milita uma massa vigorosa, que tenta levar-nos de nada para lugar nenhum.

Um mar de adultos exige opiniões formadas de gente que anteontem usava fraldas, estratégias de guerra de quem ainda sente o gosto da chupeta na boca. É inquestionável o potencial do jovem, mas se ele tiver um pseudoconhecimento pode se tornar apenas um torpedo que explodirá em algum lugar de um mundo transformado. Infelizmente esse jovem não sabe ao certo que mundo surgirá das cinzas.

Só há transformação a partir do conhecimento, qualquer mudança que não se baseie no saber trará resultados indiferentes. Esse tipo de luta apenas sugará a força do jovem, que circundará o mundo para chegar no mesmo lugar onde estava.

Um mundo transformado e evoluído só será alcançado quando o coral da sociedade afinar as vozes para a canção do conhecimento. Só pedimos a Deus que o amor permeie essa luta rumo à sabedoria.

Calebe Ribeiro.

Leitura indicada: O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, Olavo de Carvalho